2006-03-12

Impressão Digital I

Os meus olhos são uns olhos. E é com esses olhos uns que eu vejo no mundo escolhos onde outros, com outros olhos, não vêem escolhos nenhuns. Quem diz escolhos diz flores. De tudo o mesmo se diz. Onde uns vêem luto e dores uns outros descobrem cores do mais formoso matiz. Nas ruas ou nas estradas onde passa tanta gente, uns vêem pedras pisadas, mas outros, gnomos e fadas num halo resplandecente. Inútil seguir vizinhos, querer ser depois ou ser antes. Cada um é seus caminhos. Onde Sancho vê moinhos D. Quixote vê gigantes. Vê Moinhos? São moinhos Vê Gigantes? São gigantes. António Gedeão

4 comentários:

Blogger Passim disse...

E o mesmo se passa, muitas vezes, com as palavras... Aquilo que eu digo ou exprimo, eu nunca saberei se foi ouvido e interpretado da mesma forma que eu senti...
Boa semana, jacky

3/13/2006 11:01:00 da manhã  
Blogger jacky disse...

Claro que não, como naquele poema de Fernando Pessoa! :)

3/13/2006 12:45:00 da tarde  
Blogger wind disse...

Gedeão conseguia sonhar:)

3/13/2006 02:03:00 da tarde  
Blogger jacky disse...

Gedeão mesclava ciência e poesia na perfeição!

3/16/2006 12:07:00 da tarde  

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